Quando se fala em empreendedorismo no Brasil, poucos nomes surgem com tanta força quanto o Nubank. Em pouco mais de uma década, a empresa saiu do zero para se tornar uma das maiores instituições financeiras digitais do mundo. Muito desse crescimento está ligado a decisões inteligentes de marketing, posicionamento e experiência do usuário.
Mas nem tudo foi perfeito.
Analisar apenas os acertos cria uma visão distorcida do empreendedorismo real. Por isso, este artigo vai além do discurso de sucesso e mostra o que o Nubank fez muito bem no marketing — e os pontos em que a estratégia quase comprometeu a marca.

O contexto do Nubank e o mercado brasileiro
O Nubank nasceu em um cenário marcado por:
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bancos tradicionais com baixa experiência do usuário
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processos burocráticos
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comunicação distante do cliente
A proposta inicial foi clara: simplificar serviços financeiros e tratar o cliente de forma transparente. Essa clareza facilitou a construção de uma narrativa forte desde o começo — algo essencial em qualquer jornada de empreendedorismo.
O grande acerto: marketing baseado em experiência real
Diferente de muitas fintechs que surgiram depois, o Nubank não começou investindo pesado em mídia tradicional. O crescimento inicial foi impulsionado por:
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indicação de clientes
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experiência positiva
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discurso coerente com a prática
Aqui entra um ponto-chave: o marketing não prometia algo que o produto não entregava. Isso gerou confiança orgânica e reduziu custos de aquisição.
Essa coerência entre discurso e entrega é reforçada quando o produto digital é sustentado por webdesign estratégico, que prioriza clareza, usabilidade e fluidez.
A comunicação simples como diferencial competitivo
Outro acerto foi o tom de voz. O Nubank falou com pessoas reais, sem linguagem bancária engessada. Isso aproximou a marca do público jovem e digitalmente ativo.
No marketing, simplicidade bem executada não significa superficialidade. Significa clareza. Essa escolha reforçou a identidade da marca e criou reconhecimento rápido.
Segundo análises publicadas pela Harvard Business Review, marcas que alinham produto, comunicação e experiência tendem a escalar com mais consistência.
Onde o Nubank quase errou: expectativa versus realidade
Com o crescimento acelerado, surgiram desafios. Em determinados momentos, a comunicação da marca criou expectativas que o suporte e a estrutura ainda não conseguiam acompanhar.
Reclamações sobre atendimento, limites e respostas automatizadas começaram a aparecer. O risco aqui é clássico no empreendedorismo: crescer mais rápido do que a capacidade operacional.
Quando isso acontece, o marketing deixa de ser aliado e passa a amplificar problemas.
Marketing forte exige base visual e estrutural sólida
Outro ponto sensível foi a padronização visual em momentos de expansão. Embora a identidade do Nubank seja forte, ajustes constantes foram necessários para manter consistência em novos produtos e comunicações.
Esse desafio mostra como design gráfico profissional é essencial para sustentar marcas em crescimento rápido, evitando ruído visual e perda de identidade.
A correção de rota como sinal de maturidade empreendedora
Um ponto positivo é que o Nubank soube ouvir o mercado. Ajustes foram feitos:
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melhorias no atendimento
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comunicação mais cuidadosa em lançamentos
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reforço de transparência
Empreendedorismo não é sobre acertar sempre, mas sobre corrigir rápido. Nesse aspecto, a empresa demonstrou maturidade estratégica.
Segundo a Forbes, empresas que crescem de forma sustentável são aquelas que ajustam discurso e operação continuamente.
O que esse caso ensina sobre empreendedorismo e marketing
A história do Nubank deixa lições práticas para quem empreende:
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Marketing não sustenta produto fraco
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Experiência real gera crescimento orgânico
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Comunicação simples exige estratégia
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Crescimento precisa acompanhar estrutura
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Marca forte depende de coerência visual e operacional
Empreendedorismo de verdade é construção diária, não campanha pontual.
Conclusão: o Nubank não venceu só pelo marketing — mas quase perdeu por ele
O Nubank se tornou referência porque usou o marketing como extensão do produto, não como maquiagem. Ao mesmo tempo, os momentos de tensão mostram que até grandes marcas podem tropeçar quando expectativa e entrega se distanciam.
👉 Empreender é equilibrar visão, execução e comunicação o tempo todo.
Quem entende isso constrói marcas sólidas. Quem ignora, cria crises desnecessárias.



