Design Gráfico: 5 Lições do Rebranding da Havaianas Que Dividiram o Mercado

design gráfico representado por composição visual criativa com cores vibrantes e formas abstratas

Quando uma marca consolidada decide mudar sua identidade visual, o impacto vai muito além da estética. No design gráfico, rebrandings são decisões estratégicas que afetam percepção, posicionamento e até relacionamento emocional com o público.

A Havaianas, uma das marcas brasileiras mais reconhecidas no mundo, passou por ajustes visuais e de posicionamento que dividiram opiniões no mercado. Para alguns, a marca evoluiu. Para outros, perdeu parte da sua essência.

Neste artigo, vamos analisar o que o design gráfico da Havaianas acertou, onde surgiram ruídos e quais lições reais esse caso deixa para marcas que pensam em reposicionamento.

Logo de início, é importante entender que design não atua sozinho. Ele conversa diretamente com marketing digital, branding e experiência do consumidor.

design gráfico representado por composição visual criativa com cores vibrantes e formas abstratas
O design gráfico utiliza cores, formas e composição para criar identidade visual e comunicar posicionamento de marca.

O contexto do rebranding da Havaianas

A Havaianas sempre foi associada a:

  • brasilidade

  • simplicidade

  • informalidade

  • acessibilidade

Com a expansão global, a marca passou a disputar espaço com grifes e produtos premium. O desafio era claro: evoluir sem perder identidade.

Esse tipo de dilema é comum no design gráfico quando marcas crescem. O visual precisa acompanhar novos mercados sem afastar o público original.

Lição 1 — Design gráfico não pode ignorar o capital emocional da marca

Um dos pontos mais sensíveis do rebranding foi a percepção de que certos elementos icônicos ficaram menos evidentes. Para o público antigo, isso soou como distanciamento.

No design gráfico, identidade não é apenas forma e cor — é memória coletiva. Quando mudanças não respeitam esse capital emocional, o risco de rejeição aumenta.

Segundo análises do Brand New (UnderConsideration), rebrandings falham quando rompem símbolos sem preparar o público.

Lição 2 — Minimalismo mal aplicado gera ruído

A busca por um visual mais limpo e global é comum. O problema é quando o minimalismo vira apagamento de personalidade.

Parte das críticas ao novo direcionamento visual da Havaianas apontou exatamente isso: menos textura cultural, menos “Brasil” explícito.

No design gráfico profissional, simplificar não significa neutralizar. Significa refinar mantendo identidade.

Esse erro aparece também em projetos digitais quando o webdesign estratégico prioriza tendência em vez de contexto.

Lição 3 — Consistência visual é tão importante quanto o novo visual

Outro ponto debatido foi a aplicação inconsistente da identidade em diferentes canais: embalagens, lojas físicas, redes sociais e campanhas.

Design gráfico não termina no manual de marca. Ele precisa:

  • ser aplicado corretamente

  • respeitar contexto

  • manter coerência

Quando isso falha, o público percebe confusão, não inovação.

Lição 4 — Design gráfico não resolve problemas de posicionamento sozinho

Uma expectativa comum em rebrandings é que o novo visual resolva desafios estratégicos. Isso raramente acontece.

No caso da Havaianas, parte do público interpretou a mudança como tentativa de “forçar” um reposicionamento premium sem ajustes proporcionais em produto e comunicação.

Design gráfico potencializa estratégia, mas não substitui decisões de negócio.

Segundo a Harvard Business Review, marcas fortes alinham identidade visual com proposta real de valor.

Lição 5 — Design gráfico precisa ser explicado ao mercado

Um erro comum é mudar e esperar que o público “entenda sozinho”. Rebrandings bem-sucedidos costumam ser acompanhados de narrativa clara: por que mudou, o que mudou e o que permanece.

Quando isso não acontece, o design vira alvo de interpretação livre — muitas vezes negativa.

Aqui entra a importância do design gráfico profissional como parte da comunicação estratégica, não apenas da execução visual.

O que esse caso ensina para designers e empresas

O rebranding da Havaianas deixa lições valiosas:

  • identidade visual é ativo emocional

  • tendências não devem apagar essência

  • consistência é tão importante quanto estética

  • design não corrige estratégia fraca

  • comunicação reduz resistência à mudança

Esses pontos são aplicáveis a empresas de todos os tamanhos, não apenas grandes marcas.

Design gráfico como ferramenta de posicionamento (não modismo)

Em um mercado saturado, marcas que usam design gráfico apenas para “atualizar visual” perdem oportunidades. Design bem aplicado:

  • reforça posicionamento

  • sustenta crescimento

  • cria reconhecimento

Marcas que entendem isso usam o design como ativo estratégico de longo prazo.

Conclusão: design gráfico bom não divide — ele conduz

O caso da Havaianas mostra que design gráfico não é consenso, mas precisa ser coerente, contextual e bem comunicado. Quando isso acontece, o público acompanha a evolução da marca. Quando não, a mudança vira ruído.

👉 Design gráfico de verdade não é sobre agradar todo mundo, é sobre conduzir percepção com clareza e propósito.

Foto de Alan Rocha

Alan Rocha

Designer gráfico e Web designer há 6 anos. Possui clientes em todo Brasil e EUA, tendo entregue mais de 50 projetos em diversos nichos.

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