Empreendedorismo: 6 Acertos e Erros do Marketing do Nubank

empreendedorismo representado pela marca Nubank em ambiente digital e estratégia de marketing financeiro

Quando se fala em empreendedorismo no Brasil, poucos nomes surgem com tanta força quanto o Nubank. Em pouco mais de uma década, a empresa saiu do zero para se tornar uma das maiores instituições financeiras digitais do mundo. Muito desse crescimento está ligado a decisões inteligentes de marketing, posicionamento e experiência do usuário.

Mas nem tudo foi perfeito.

Analisar apenas os acertos cria uma visão distorcida do empreendedorismo real. Por isso, este artigo vai além do discurso de sucesso e mostra o que o Nubank fez muito bem no marketing — e os pontos em que a estratégia quase comprometeu a marca.

empreendedorismo representado pela marca Nubank em ambiente digital e estratégia de marketing financeiro
O Nubank se tornou um dos maiores exemplos de empreendedorismo no Brasil ao unir tecnologia, marketing e experiência do usuário.

O contexto do Nubank e o mercado brasileiro

O Nubank nasceu em um cenário marcado por:

  • bancos tradicionais com baixa experiência do usuário

  • processos burocráticos

  • comunicação distante do cliente

A proposta inicial foi clara: simplificar serviços financeiros e tratar o cliente de forma transparente. Essa clareza facilitou a construção de uma narrativa forte desde o começo — algo essencial em qualquer jornada de empreendedorismo.

O grande acerto: marketing baseado em experiência real

Diferente de muitas fintechs que surgiram depois, o Nubank não começou investindo pesado em mídia tradicional. O crescimento inicial foi impulsionado por:

  • indicação de clientes

  • experiência positiva

  • discurso coerente com a prática

Aqui entra um ponto-chave: o marketing não prometia algo que o produto não entregava. Isso gerou confiança orgânica e reduziu custos de aquisição.

Essa coerência entre discurso e entrega é reforçada quando o produto digital é sustentado por webdesign estratégico, que prioriza clareza, usabilidade e fluidez.

A comunicação simples como diferencial competitivo

Outro acerto foi o tom de voz. O Nubank falou com pessoas reais, sem linguagem bancária engessada. Isso aproximou a marca do público jovem e digitalmente ativo.

No marketing, simplicidade bem executada não significa superficialidade. Significa clareza. Essa escolha reforçou a identidade da marca e criou reconhecimento rápido.

Segundo análises publicadas pela Harvard Business Review, marcas que alinham produto, comunicação e experiência tendem a escalar com mais consistência.

Onde o Nubank quase errou: expectativa versus realidade

Com o crescimento acelerado, surgiram desafios. Em determinados momentos, a comunicação da marca criou expectativas que o suporte e a estrutura ainda não conseguiam acompanhar.

Reclamações sobre atendimento, limites e respostas automatizadas começaram a aparecer. O risco aqui é clássico no empreendedorismo: crescer mais rápido do que a capacidade operacional.

Quando isso acontece, o marketing deixa de ser aliado e passa a amplificar problemas.

Marketing forte exige base visual e estrutural sólida

Outro ponto sensível foi a padronização visual em momentos de expansão. Embora a identidade do Nubank seja forte, ajustes constantes foram necessários para manter consistência em novos produtos e comunicações.

Esse desafio mostra como design gráfico profissional é essencial para sustentar marcas em crescimento rápido, evitando ruído visual e perda de identidade.

A correção de rota como sinal de maturidade empreendedora

Um ponto positivo é que o Nubank soube ouvir o mercado. Ajustes foram feitos:

  • melhorias no atendimento

  • comunicação mais cuidadosa em lançamentos

  • reforço de transparência

Empreendedorismo não é sobre acertar sempre, mas sobre corrigir rápido. Nesse aspecto, a empresa demonstrou maturidade estratégica.

Segundo a Forbes, empresas que crescem de forma sustentável são aquelas que ajustam discurso e operação continuamente.

O que esse caso ensina sobre empreendedorismo e marketing

A história do Nubank deixa lições práticas para quem empreende:

  • Marketing não sustenta produto fraco

  • Experiência real gera crescimento orgânico

  • Comunicação simples exige estratégia

  • Crescimento precisa acompanhar estrutura

  • Marca forte depende de coerência visual e operacional

Empreendedorismo de verdade é construção diária, não campanha pontual.

Conclusão: o Nubank não venceu só pelo marketing — mas quase perdeu por ele

O Nubank se tornou referência porque usou o marketing como extensão do produto, não como maquiagem. Ao mesmo tempo, os momentos de tensão mostram que até grandes marcas podem tropeçar quando expectativa e entrega se distanciam.

👉 Empreender é equilibrar visão, execução e comunicação o tempo todo.
Quem entende isso constrói marcas sólidas. Quem ignora, cria crises desnecessárias.

Foto de Alan Rocha

Alan Rocha

Designer gráfico e Web designer há 6 anos. Possui clientes em todo Brasil e EUA, tendo entregue mais de 50 projetos em diversos nichos.

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